Minha mãe Magda toda trabalhada no cabelão, no início dos anos 70
Em algum momento entre os anos 70 e 80, minha mãe era dona de "boutique" e andava sempre super arrumada. Adorei a roupa dessa foto!
A maquiagem era mais marcada, com sombra clara rente aos cílios, marrom no côncavo, rosa esfumado no limite do marrom e sombra iluminadora. Sobrancelhas eram sempre preenchidas, o batom e o blush em tons terrosos e no lugar da base, pó de arroz! Traço fino de delineador e muito rímel completavam o carão!
Agora, fotos mais antigas, tiradas em 1965. Nesta primeira, após o casamento, na festa, minha mãe ao centro de tubinho preto e pérolas - chiquérrima! Ela não lembra uma certa "bonequinha de luxo" aqui? Além dela, no lado esquerdo, de fora para dentro, minhas tias maternas Míriam, Marília e Mabel. No lado direito, de dentro para fora, minhas tias paternas Lucete e Leila. Todas de tubinho, sapatilhas ou salto baixo e os cabelos no mais legítimo estilo "ninho de mafagafos"! Adoro esta foto!
Detalhe da foto anterior: minha tia Mabel à esquerda e minha mãe, ambas com delineador gatinho.
Foto do casamento civil: mais gatinho e mais ninho de mafagafos! Reparem no tubinho de renda "guipir", ultra chique!
Foto clássica, no casamento civil. Para meu pai Cleber não ficar com ciúmes, aí está ele com topete à moda Elvis!
De véu e grinalda, cabelón e gatinho no casamento religioso!
Reparem na maravilha de vestido, nas luvas e na cauda gigante...
Meus pais se casaram muito novos, ela com 18 e ele com 24. Eles se separaram já há muitos anos.
Minha mãe e minha avó materna. Reparem nas luvas e na pulseira da vovó.
Tal mãe, tal filha: eu em fotos de 2006 com o delineador gatinho que uso desde uns 13 ou 14 anos (a princípio fazia o traço com lápis mesmo).
Eu em 1996, aos 17 anos, na minha formatura de terceiro ano. Esta foto é originalmente colorida, mas a deixei em prto-e-branco para manter a harmonia com as demais fotos. Reconheceram o vestido? É o mesmo do casamento civil da minha mãe, apenas mudado o decote.
Em famílias saudáveis, amamos e admiramos nossos pais quando crianças. A mãe é a grande referência das meninas. Quando adolescentes, não deixamos de os amar, mas os contestamos sempre, sem perceber que somos mais parecidos com eles (muitas vezes) do que imaginamos. Só na idade adulta começamos a ter uma dimensão maior do quanto o que somos está relacionado com nossos pais. Não estamos tão próximos deles quanto gostaríamos todos, mas somos o fruto do grau de amor e de dedicação que eles tiveram por nós. Apesar de todos os meus defeitos, meus valores devo a eles. E meu senso estético, meu gosto pela beleza, pela arte e minha vaidade, devo à minha mãe.
Desde criança, brincava com as maquiagens antigas da minha mãe, que eu herdava. Na adolescência comecei a comprar minhas próprias makes e nunca mais parei. Minhas avós materna e paterna também eram muito vaidosas. Então outro dia surgiu a ideia de mostrar que os temas beleza, maquiagem e vaidade não surgiram na minha vida recentemente, mas estiveram sempre nela. Minha não mãe se produzia apenas para festas e continua assim. Até para ir à padaria ela passa um batonzinho, arruma os cabelos - e eu também.
No dia em que minha mãe me entregou as fotos para eu fazer o post, fiz uma verdadeira sabatina, confirmando tudo o que estava na minha memória sobre seus rituais de beleza e os produtos que ela usava. Por exemplo, ela não usava base, mas pó de arroz, o pai do pó compacto. Ela também afirmou que a principal cor de batom que usava - e usa até hoje - é o marrom cremoso, sem cintilância. Eu não gosto em mim, mas combina muito com ela. Os olhos eram muito delineados com lápis ou delineador. As cores de sombra eram (e ainda são), principalmente, marrom, rosa queimado e uma sombra clara iluminadora. O blush acompanhava a cor do batom e o rímel estava presente em todas as produções. Os cabelos variaram do louro ao castanho, passando pelo vermelho, como ela usa hoje, e eu também.
Na nossa conversa concluímos, obviamente, que hoje temos muito mais opções e produtos cosméticos de alta tecnologia, mas que os produtos da juventude dela eram muito sofisticados e bonitos. Lamento não ter guardado nenhum dos estojinhos e batons que ela me deu quando criança. Outra conclusão importante foi que, enquanto a geração dela nem sabia o que era FPS e se torrava ao sol com misturas horríveis de óleos e ingredientes bizarros, a minha geração já cresceu usando protetor solar. Muita gente da geração dos meus pais teve que lidar com problemas como câncer de pele. Hoje os efeitos nocivos do sol estão ainda mais fortes, mas a consciência da importância de se proteger a pele também.
Bem, esse foi meu jeito de mostrar como o amor pela maquiagem faz parte da minha vida, reflete meu desejo de me sentir bem e bela sem abdicar do conteúdo. Foi um jeito também de fazer uma homenagem à minha mãe, mulher linda e inteligente! Mãe, TE AMO MUITO! Um beijo enorme para todos!
PS1: hoje estou de molho em casa, me recuperando de uma virose do sistema digestivo que se manifestou no domingo à noite e do dia de molho no hospital, ontem. Aproveitei para concluir esse post, já que fui proibida de sair e de trabalhar. Estou aqui só no Pedialyte 90... mas estou melhorando. Amanhã volto à labuta.
PS2: Todas as fotos aumentam, é só clicar sobre elas!
PS2: Todas as fotos aumentam, é só clicar sobre elas!



























