POR QUE MAQUIADORA?


Croqui de maquiagem desenhado por mim.

Há muito tempo estou devendo a várias leitoras contar como migrei da área acadêmica para a da maquiagem, e resolvi contar, resumidamente, como foi esse processo. Bem, para quem não sabe, eu sou graduada em Ciências Sociais e tenho mestrado em Sociologia e Antropologia. Durante muitos anos, praticamente uma década, fui professora universitária, mas tomei a decisão profissional mais difícil da minha vida e mudei radicalmente de área.

De onde veio essa mudança? Falando assim, as pessoas podem achar que veio do nada. Eu mesma levei um tempo para perceber que não se tratou de um acaso, de uma transformação abrupta dos meus gostos, desejos e projetos. Revendo minha história, percebi que a alteração da minha trajetória foi, na verdade, não um novo caminho, mas a retomada, o reencontro comigo mesma.

A intenção deste post não é fazer uma versão poética da minha vida, mas dividir com vocês algo que aconteceu comigo e que é, com certeza, um processo humano, mais do que meu. Para vocês entenderam, vou fazer um resumo da minha vida no que diz respeito à vida profissional e ao que sonhei, desde criança, em ser.

Desde que me entendo por gente, eu amo arte, de todos os tipos. Na minha casa, sempre houve muita música e o que eu mais gostava de fazer era desenhar. Meu presente de Natal preferido era uma caixa enorme de lápis de cor e muito papel. Eu desenhava "modelitos" (pensem em anos 80) e montava "revistas femininas" com eles. 

A partir de uma boneca que era, ao mesmo tempo, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau e Vovó (do outro lado da saia e da touca), inventei uma personagem que se chamava Step. Ela era uma loba, modelo internacional, e era sempre a estrela das minhas "revistas". Eu também desenhava bonecas de papel e suas roupas, além das minhas personagens favoritas, como Jessica Rabbit e Garfield. Queria ser desenhista.

Cresci desenhando e pintando razoavelmente bem para a idade, mas sem técnica nenhuma. Apesar de minha mãe ser artista plástica e me ensinar vários conceitos, como o de perspectiva, não tive uma educação formal nas técnicas da arte. Me lembro de estar em Cabo Frio ou em Búzios, quando criança, na praia com a minha mãe desenhando os barquinhos que estavam ancorados próximo da praia, barquinhos de pescadores. Ela me ensinava que de acordo com o ponto de vista, a visão do barco mudava, me ensinava a colocar profundidade no desenho.

Tive vários momentos gostosos da minha vida ligados ao desenho, à arte, às cores. Pintava telas, desenhava, esculpia em argila, pintava e lixava madeira, fazia enfeites de Natal e vestidos para as bonecas. Não tive paciência para o bordado e para o tricô, fiz muito artesanato. Li muitos livros de arte, vi muitos filmes interessantes e inteligentes e já gostava de Ella Fitzgerald aos quinze anos. Não quero dizer com isso que sou superior e blablablá whiskas sachê, apenas que vivia num ambiente que propiciava um contato com todas as formas de arte e que possibilitava esse gosto musical tão peculiar e "maduro"para uma adolescente. 

Nesta mesma época, meu irmão do meio tocava violoncelo e nas férias era comum a família (no caso, eu, minha mãe, meus irmãos e muitos amigos queridos) fazer pinturas nas paredes da casa pela madrugada, sob a luz azul dos holofotes da piscina (rs). As festas eram muito boas e íntimas, de verdadeiros amigos, de muita alegria e papos interessantes. Nada disso foi vivido de maneira pretensiosa, mas de forma natural.

Nesta idade, já dançava há anos ballet clássico e queria ser a melhor bailarina do mundo. Cultivei a paixão pela dança (e ainda amo tanto), dançava muito, lia todos os livros que encontrava e via todos os filmes e espetáculos que pudia. Pedia livros sobre ballet, sapatilhas e vídeos. Os livros era importados e caros, às vezes franceses, americanos, ingleses ou russos. Passava horas vendo esses livros, mesmo quando não entendia nada de seus textos, os filmes, admirando as bailarinas russas e sonhando. E muitas horas ensaiando.

Resolvi fazer faculdade, mesmo querendo ser bailarina, para "garantir" minha sobrevivência no futuro, já que vida de bailarina no Brasil não é fácil. Sem querer fui me envolvendo muito com o curso de ciências sociais, com o mundo acadêmico, com pesquisa e então, aos 18 ou 19 anos parei de dançar. Com 21 anos, estava fazendo mestrado e logo em seguida dei minhas primeiras aulas. Dei aula de Sociologia e de Antropologia em cursos como Direito, Contabilidade, Administração, Turismo, Serviço Social, Comércio Exterior, Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Psicologia, Ciências Biológicas, Farmácia e Nutrição. Talvez tenha me esquecido de algum. Foram longos anos como professora.

Assim como em relação à dança, comecei a sentir que deveria seguir adiante. Uma proposta não realizada de mudança de cidade me motivou a pedir demissão da faculdade onde trabalhava, mas no fundo eu já me preparava para deixar a profissão. Estava entediada de dar sempre as mesmas disciplinas, de criar formas de falar a mesma coisa mil vezes, muitas vezes para pessoas desinteressadas, muitas outras para pessoas fantásticas e comprometidas, que adoravam aprender. Esses momentos de construção coletiva do conhecimento na sala de aula eram muito bons, mas a rotina era maçante.

Provas a elaborar, a corrigir, trabalhos para ler, aulas para preparar, reuniões, leituras infinitas e quase nada de vida social. Pesquisa eu também não fazia mais, pois meu interesse pela vida acadêmica e sua tradicional soberba, seu tradicional machismo, sua competição desleal, seus jogos políticos, seus discursos de belos conceitos vazios e cheios de hipocrisia era cada vez menor. 

Pessoas falavam em cidadania nas aulas e eram incapazes de manter o espaço de convivência e de trabalho da faculdade limpo. Praticamente não havia alma que jogasse no devido lugar sua guimba de cigarro e seu copo de café. Isto já me impressionava na graduação - a cantina da Fafich, os banheiros, era tudo bem sujo.    
  
Enfim, os problemas dos últimos anos de docência eram diferentes dos do tempo de graduação. Contudo, nos dois momentos eu sentia tédio, apesar de amar ler, dar aula e estudar. Eu simplesmente não estava feliz e não vibrava mais. A maquiagem ganhou nova dimensão na minha vida como uma alternativa, já que desde a infância ela fazia parte da minha vida. Minha mãe se maquiava lindamente, num ritual, todos os dias. Eu observava e brincava com seus produtos antigos, que ganhava, e quando adolescente começava a me maquiar, hábito que nunca deixei de ter.

Tentei por muito tempo uma vaga no curso de Maquiador do SENAC de BH, que é concorridíssimo e, quando consegui (uma vaga que foi reaberta por desistência, minutos antes do meu contato), resolvi conciliar as aulas como na faculdade e as do curso de capacitação. Passava 14 hs entre as duas e ainda tive que me mudar de casa durante o curso no seu momento final, com portfolio e outros trabalhos a fazer, levando modelos todos os dias, corrigindo pilhas de provas... foi um sufoco que durou dois meses, mas valeu muito a pena.

Aos poucos fui pegando trabalhos diferentes, me familiarizando com a profissão, desenvolvendo a técnica que aprendi no curso. Me tornei maquiadora, autônoma, e voltei a ser professora. Ou melhor, instrutora do mesmo curso de Maquiador que me formou. Continuo trabalhando com minha clientela, dando meus cursos particulares, escrevendo o blog, mas agora também ensinando essa profissão e esse ofício maravilhosos, no qual, mais uma vez, estou envolvida por inteiro.

Fui bastante questionada e criticada por querer trocar uma profissão estabelecida por outra, pela incerteza, mas me firmei até conseguir mudar o que eu queria, tomar as rédeas da minha vida. Estou construindo uma nova carreira, aprendendo cada vez mais coisas interessantes -  e como tem coisa para aprender! É só começo, mas já é o suficiente para dizer que estou feliz, à vontade de novo entre pincéis, cores, arte, estudo. Só que a nova tela ou o novo papel para minhas cores é o rosto humano.

Minha vida é outra hoje, sou muito diferente do que já fui e, ao mesmo tempo, sou a mesma em alguns aspectos. Estou no processo da vida, buscando a felicidade, como todo mundo. Faço o melhor que posso e me sinto uma aprendiz. Estou investindo, trabalhando e estudando muito e, apor isso, às vezes dou uma sumida daqui do blog.

Está aí minha pequena história de mudança profissional que mostra que no meu caso nada foi por acaso, foi fruto de uma trajetória, da influência da minha família, da minha mãe, e até do meu pai, que mesmo sendo uma pessoa mais prática, adora trabalhos manuais. Tudo que fiz, aprendi e vivi foi importante para o que sou e faço agora.

O objetivo deste post é contar para tantas pessoas que me pediram como me tornei maquiadora. Apresentei o lado subjetivo da experiência, pois acredito que ele é mais importante que os aspectos objetivos e práticos, que são basicamente os mesmos que todos que resolvem mudar de profissão vivenciam: mudança inicial de renda, de rotina, ter que conquistar novamente um espaço no mercado de trabalho partindo do zero, da total incerteza, conviver com falta de grana, estudar de novo, a readaptação de toda a vida. Estou colhendo bons frutos e pretendo colher muito mais. 

Pretendo mostrar que um blog não conta tudo. Quando falo de produtos caros (ou baratos), do universo da maquiagem, que muita gente diz que é fútil, posso passar por uma "blogueira consumista e alienada". Quem me conhece sabe que não sou isso. Tenho uma história (que, claro, tem tantos outros aspectos) que faz sentido, que tem um significado para mim e que é minha. Não sou blogueira profissional, sou uma maquiadora e uma pessoa multi-dimensional como você. E sou alguém que acredita nos recomeços, na vontade, e na beleza. Consumo por necessidade profissional hoje, por pesquisa, e também por paixão.

Durante toda a história humana, a beleza foi alvo de reflexão, de admiração, de obsessão e mesmo de rejeição. Para mim, sempre foi um imperativo criar e expressar beleza em cores e formas. Na época de faculdade e de professora universitária, continuei desenhando (pouco) e comecei a fazer origami, quilling, scarpbooking e vários outros trabalhos manuais que me permitissem dar vazão ao meu desejo de criar com as mãos.

Sabe aquele papo de "ouça seu coração"? É clichê, mas é verdade. Foi isso que eu fiz. E para isso contei com a ajuda e o apoio de várias pessoas também.  Dos modelitos da infância passei aos croquis de hoje, dos pincéis, das tintas e dos lápis de cor (que continuo usando), passei para pincéis mais macios e para os cosméticos, pós mágicos que despertam o interesse de mulheres e homens há milhares de anos. Sou muito feliz porque hoje me sinto eu mesma e porque sei que meu trabalho também ajuda muitas mulheres a fazerem as pazes com a própria imagem, a expressarem na aparência o que elas são por dentro, a sua personalidade e a sua identidade. Me sinto no lugar certo, na hora certa, pelo motivo certo. 

Espero ter sanado a curiosidade de vocês e que minha história tenha sido, de alguma forma, interessante  para vocês!

43 comentários:

Adriana

Imagino que não deve ter sido fácil deixar uma profissão para ir trabalhar com o que se ama, pois muitos acabam nos colocando medo na hora de tomar essa decisão.
Parabéns, seu trabalho é maravilhoso e você é uma pessoa de muita coragem e perseverança, tenho certeza que você terá muito sucesso nessa nova área que encontrou vc e vc a encontrou.

bjos e não esqueça das suas leitoras.

quasevinteecinco

Que bacana sua história Karen. Eu hj faço mestrado em História, amo o que faço, já deu aula e apesar de tudo também gostei...pretendo continuar na vida acadêmica sim e tudo mais...mas, acho que a gente não pode ficar presa a uma coisa só e acho que o que vc fez , na minha cabeça, é super normal e aceitável :) vc está feliz agora e é isso que importa, né? Já pode dizer que teve muitas experiências e tals...

Gosto muito desse mundo da maquiagem, pretendo ainda fazer algum curso - é sempre bom varias os ares como eu disse...mas, por enquanto adoro ler blogs como o seu de gente que faz o que gosta e com simplicidade.

=)

Isa

Linda história, Karen.
Tb sou de humanas. Tb já fiquei descontente com muitas situações como professora.
Adoro seu blog. Parabéns pelo trabalho e pela coragem de mudar o rumo profissional!

Potencia feminina

vc deve ser ótima como professora

Denise Gesuatto

CLAP CLAP CLAP!!!!!!!

Roberta A.

Adorei sua história. Parabéns pela coragem! Beijo,

Andreza Arias

Fiquei muito feliz por vc ter compartilhado a sua história conosco.
Eu sou jornalista, especializada em Com. Empresarial, trabalho no maior grupo de comunicação do meu estado.
Tb fiz o curso de maquiador no Senac e até pensei em mudar de profissão, mas não consegui. Senti muita falta de escrever. Então a maquiagem se tornou um complemento que, acredito eu, é bem-vindo para qualquer pessoa, independente da área de atuação.

Sua trajetória e trabalho me inspiram. Comecei uma fanpage no Facebook chamada BELEZA DUPLA FACE e estou preparando um site. Tb uso o que sei para fazer ação social. Tem sido ótimo.

Obrigada pelo incentivo!

Anônimo

Oi Karen, eu tenho pensado nisso, tenho vivido a sua transição, ainda não me desvinculei da minha primeira profissão, sou administradora, tenho dois trabalhos além da maquiagem, mas o que realmente me realiza é ser maquiadora. Cada dia que passa é mais difícil, estou me estruturando para sr o que sempre deveria ter sido, mquiadora. Assim como você meu interesse pelas artes desenvolvi desde pequena, mas a vida foi acontecendo e eu deixei isso apagar.
Muito obrigada por compartilhar sua vida conosco.
beijo
Carol

Carolina Rodrigues

Linda história. Parabéns!!! Vc seguiu seu coração, infelizmente a maioria teme isso.

Bjs Carolina.

(sempre indico seu blog para todas as minhas amigas, vc é muito didática e super autêntica!!!)

.lívia.

nossa,eu AMEI seu texto todo, tbm estou numa fase de mudança profissional, como vc sempre amei arte e cursei a faculdade de moda e nunca me achei trabalhando com isso, tbm acho q maquiagem éo meu caminho! mt legal seu texto, uma inspiração

www.tofucolorido.blogspot.com

Castielzinha

Maravilhoso uma mulher inteligentíssima, competente na profissão de maquiadora e professora (pois os posts explicam com coesão) e blogueira ser uma mulher com formação em Ciências Sociais. A consciência da área de estética e beleza é muito mais eficaz com conhecimento de mundo amplo, compreensão da importância desse universo dentro da sociedade em que vivemos, e não meramente incitação ao consumismo de marcas(vemos muitos blogs assim hoje em dia, o seu serve de inspiração nadando contra a maré).

Fazer o que é aparentemente futilidade e frescurinha de mulher ter o seu espaço de maneira competente constituinte do todo, conscientizando a auto-estima, o estilo próprio e a compra pelo custo-benefício é o grande ponto do seu blog e merece atenção de outras blogueiras que infelizmente não trabalham com essa dedicação e entendimento.

Parabéns e sucesso sempre!

Ísis Favaretto

Oi Karen! Que lindo seu texto. Cheio de sentimento. Adorei conhecer sua história profissional e parabenizo sua coragem por seguir a voz do coração e hoje ser uma inspiradora para mulheres que também amam a arte da maquiagem, como profissão ou como paixão.

Beijosss

Anônimo

"meu interesse pela vida acadêmica e sua tradicional soberba, seu tradicional machismo, sua competição desleal, seus jogos políticos, seus discursos de belos conceitos vazios e cheios de hipocrisia era cada vez menor. "

Eu também vivi isso. Nao é incrível que as pessoas estudem tanto e continuem moralmente pobres?

Anônimo

Pra quem tem uma alma ligada às artes, assim como nós, só mesmo fazendo algo que nos completa neste aspecto pra nos sentirmos plenos...que bela história! Sou Químico, estou me graduando em Engenharia de Alimentos, trabalho numa gigante multinacional e tbm sou maquiador e casado com uma publicitária e também maquiadora! Mas sei bem onde está meu futuro, o que realmente amo fazer...make!

Carolina

Parabéns pela coragem.... estava precisando ler esse post pra me inspirar. Sou coordenadora de RH e faço cursos de maquiagem, mas ainda não tive coragem de largar a minha profissão. Bjinhus

Dnyze

Puxa... fiquei tocada... realmente as vezes tememos por mudanças, principamente quando envolve o futuro financeiro. Parabéns por sua determinação... um grande abraço

Anônimo

Sou sua fã Profissional Dedicada Incrivel
Certamente nao te largarei mais... Fabricia

Magali Tarô

Olá Karen, tudo bem?Sou muito fã do seu blog, admiro muito seu trabalho, pois amo cosméticos e maquiagens (puro diletantismo, certo?)Fiquei muito contente quando li seu artigo, pois além de termos em comum o gosto por maquiagens, saber que você ouve jazz foi muito legal. Sua história é um exemplo de força e fé. Beijos querida e muito axé para você.

MLG Loja

Amei toda a sua história, bem parecida com a minha e, acredite, tb sou desenhista. Haha
Voltei para o mundo dos cosméticos e maquiagem devido à problemas com a visão e hj tb dou aula de maquiagem e nais, acabei de pedir demissão do emprego "fixo" que tinha para dedicar-me 100% aos cosméticos e maquiagens.

Lu

Não quiseram te fazer mudar de ideia, não?

Vc fez bem em seguir seu coração, afinal, só se vive uma vez.

Parabéns pela coragem.

Andréa Áurea

Adorei conhecer um pouco mais sobre vc e suas escolhas, muito obrigada por compartilhar conosco.
Faço constante esse tipo de reflexão sobre minha vida e o fato de ser o que sou hj foi revelado pra mim tb na infância, mas só hj na idade madura é que pude dar vazão a esse sonho.

Gabriela D'Andrea

Me identifiquei...

tainah

me identifiquei mt com seu post, pois sou funcionária pública e estudante de engenharia quimica; meus hobbys são o estudo da lingua e cultura russa e MAQUIAGEM! Apesarde familiares e amigos criticarem principalmente a quantidade de dinheiro gasto, vejo como uma expressão de mim, ja q todos testes vocacionais deram artes e minhas roupas e tatoos denunciam meu amor pelas cores! Força em teu caminho, q tua historias toque a outras como me tocou!

tainah

me identifiquei mt com seu post, pois sou funcionária pública e estudante de engenharia quimica; meus hobbys são o estudo da lingua e cultura russa e MAQUIAGEM! Apesarde familiares e amigos criticarem principalmente a quantidade de dinheiro gasto, vejo como uma expressão de mim, ja q todos testes vocacionais deram artes e minhas roupas e tatoos denunciam meu amor pelas cores! Força em teu caminho, q tua historias toque a outras como me tocou!

Dea

Uma mudança de profissão sempre é difícil, você foi corajosa!
Que bom que vc está feliz...
bjoo

Anônimo

Admirável...! Um dia chego lá, ano que vem, vou buscar a profissionalização e conciliar as duas carreiras...quem sabe algum dia eu largue a advocacia!
Beijos e continue sempre assim!

Sol Ribeiro

Sabe como conheci o MacManiaca?? Foi pelo outro blog que vc tem (tinha??) adorei seu trabalho com scrapbook, achei lindo e lá estava o link do macmaniaca e aí foi paixão total, adorei seus posts e foi vc que, indiretamente, me influenciou a adentrar nesse mundo de cores e formas. Percebi sua mudança e vejo que foi acertada : vc tem talento e se esforça para se aperfeiçoar cada vez mais e outra é que vc é bem corajosa, nem todo mundo sai da vidinha certinha estabelecida "pra aventurar"...enfim...sei bem o que é isso e tbm estou nessa transição.
Boa sorte, vc merece tdo o que vem ocorrendo dessa nova e linda profissão!
Bjão

Thaís Mota

Karen sua história é inspiradora, e corajosa. Principalmente pra mim que tô vivendo essa transição, fiz dois anos e meio de arquitetura e tranquei esse semestre, tava meio perdida no curso, tive que mudar de turno e de faculdade por causa do trabalho, e não tava conseguindo conciliar o trabalho de dia com a faculdade de noite.
Meus pais tem lojas em Brasilia há alguns anos, e no começo desse ano, meu pai resolveu me entregar uma loja pra eu tomar de conta, sempre com aquela fala 'a loja é sua, vc tem que tomar de conta do que é seu' então eu foquei na loja e esqueci a faculdade.
O engraçado de tudo isso é que todos os dias eu escuto, até dos meus pais 'nossa Thaís, vc tinha que trabalhar na aérea de beleza, vc maquia mto bem, já fez cursos? dá aula?' e a resposta é sempre a mesma, não fiz cursos, não dou aulas. Acho que seu post me encorajou a correr atrás do que eu realmente gosto de fazer, seguir o coração.
Obrigada, e sucesso.

Patricia

Karen, eu sou uma das que pedi esse post, pensei até que vc tinha esquecido e nunca ia fazer! Pois bem, eu tb estou seguindo carreira academica, estou terminando o doutorado em matemática e semana passada peguei minha primeira turma. Eu entendo o que vc disse sobre arrogancia, é bem verdade que algumas pessoas quanto mais conhecimento tem mais pobres de espírito ficam. Eu não sei como é nessa área de humanas, mas é engraçado que na minha área as pessoas são meio assim: cada um faz o que quer e eu não tenho nada com isso. As pessoas em geral são extremamente permissivas e tolerantes. Por exemplo: eu posso ir da aula de batom roxo e sombra amarela que nenhum colega de trabalho vai fazer um comentário sequer. Claro que existem pessoas arrogantes mas são a minoria e esse tipo de pessoa eu dou de ombros. Quanto as pessoas desinteressadas, na minha faculdade a gente resolve isso facilmente: não faz chamada. Minha turma deve ter 80 alunos inscritos e só vem 20 assistir a aula, o resto só vem no dia de prova. Eu acho bem melhor, pq só assiste aula que está interessado em aprender. Eu adoro maquiagem, mas tb gosto de dar aula. Já até pensei em abandonar a carreira acadêmica para tentar alguma coisa mais artistica, principalmente nas fases depressivas. Mas quando penso o quanto eu quis isso e agora estou começando a conquistar algum coisa, acho que meu lugar é aqui mesmo e maquiagem é meu hobby, minha diversão. Por enquanto vai ser assim. O futuro está nas mãos de Deus. Beijos e obrigada por compartilhar conosco!

Daianne Possoly

Karen, que história, hem! Tenho muita vontade de fazer um curso de maquiadora e entrar nessa área, mas também amaria trabalhar em uma revista escrevendo sobre beleza. São duas coisas que me fariam muito feliz! :D

Debora Alves

oi, Karen!
Leio seu blog há alguns meses, mas nunca tinha comentado.
Tenho aprendido bastante (obrigada!) sobre esse universo que me é (quase) desconhecido.
Li sua postagem e me identifiquei bastante porque, como você, mudei totalmente de profissão. Fiz Economia, trabalhei como analista econômica, mas não gostava... Um belo dia, me convidaram para dar umas aulas... paixão imediata! Mudei de cidade, de emprego, entrei no mestrado em linguística e dou aulas de português atualmente!
10 anos depois, começo a pensar em novas mudanças... Reencontrei o crochê e tenho me realizado criando peças diferentes nesta técnica.
Como vc pode imaginar, há muito preconceito ("crochê é coisa de gente desocupada") e muita crítica quando chego a cogitar trabalhar com isso ("uma professora universitária fazendo crochê?!!").
Enfim...
Admiro sua coragem e gostei muito da postagem! :)
Sucesso sempre pra você!

Carla Carolina

Karen, olha, parabéns por sua coragem!

Bravo!!!

Natalia

Sigo faz tempo o seu blog e a sua autenticidade me faz voltar de novo... Me lembro de quando recomendou outros blogs (da Lisa Eldrige, que para mim foi uma descoberta incrível), mostrando que é generosa com seus seguidores e segura com o seu trabalho.Bonito e inspirador! Parabéns

Evie Souto

Parabéns Karen, pela coragem de seguir seu coração e não se acomodar numa situação sem prazer.

Já faz algum tempo não tenho mais afinidade pela minha área de trabalho e pretendo, em médio a longo prazo, infelizmente, mudar de área.

Desejo-lhe todo o sucesso do mundo!

Um abraço,

Evie

Caroline Iglesias

Oi Karen!!!! Eu mesma já te borbardeei com perguntas sobre esse seu processo. Além de me ensinar muito você me inspira e me motiva com a coragem que teve! Te admiro muito! Bjsss

Sandra

Karen, adorei este post! Eu ainda me lembro (com saudade) dos tempos do Chat Noir, dos primeiros tempos do Macmaníaca, enfim... o seu talento para a arte num sentido muito abrangente. Gostei muito de saber um pouco como foi o processo de mudança, apesar de eu me lembrar que nem foi uma surpresa assim tão grande para mim quando eu li aqui que a carreira ia dar uma volta de 180º. Foi preciso muita coragem, aposto :) Mas também aposto que a mudança trouxe muitas coisas boas.
XO

Anônimo

Acho que é realmente um drama para as pessoas que amam as artes pensar em viver dela. Também adoro arte, sou muito sensível e sempre gostei de pintar,artesanato,cinema,literatura musica... maquiagem comecei a gostar faz uns 2 anos. Mas morro de medo de seguir carreira(artes plásticas)porque a gente sempre acha que vai passar fome, não dá para sobreviver etc. Tô rezando pra Deus me dar coragem e decidir pelo caminho certo e ser realmente feliz. Beijos

Julia

Nunca comentei aqui, mas com esse post me identifiquei bastante, e tive de deixar o registro.
Sou estudante de biologia, curso que desde que me entendo por gente quis fazer. Aos poucos, dentro da faculdade, fui percebendo que aquele talvez não fosse o meu mundo, que as pesquisas talvez não correspondessem à minha ética e ao meu entendimento do que o biólogo deve ser. Vi também a qualidade do que era produzido só por uma questão de status acadêmico. Tudo isso me faz desanimar cada vez mais e mesmo querendo terminar o curso, provavelmente não seguirei por essa área.
A maquiagem caiu na minha vida de forma que até agora não sei de onde veio. Nunca usei maquiagem, ninguém da minha família usa, nem minhas amigas. Porém, sempre fui ligada a arte, ao belo (talvez por isso meu encantamento pela natureza), mesmo que seja um belo bizarro, incomum. Comecei me encantando pelas fotos de artistas como Alex Box e outros conceituais. Agora, em paralalo à faculdade faço meu curso de maquiadora e pretendo seguir a área de cinema, com seus efeitos e caracterizações ou de passarela.
Acho que seu post foi importante para perceber que posso sim fazer essa mudança, que posso terminar a faculdade sem fazer mestrado, doutorado e simplesmente ir fundo no que realmente me apaixona, deixando os preconceitos (dos outros e meus) para trás.

Silmara

Oi Karen..leio seu blog há um tempão e nunca tinha comentado, mas este post...aplausos..que coragem...eu sou formada em Ciências Contábeis, mas não tenho vocação...amooo maquiagens, mas não me sinto preparada pra jogar tudo pro alto...mas esse é o meu maior desejo..fazer algo bem diferente, sabe? Bjusssssssss..sua linda..

Roberta França

nossa q história linda !!

eu to fazendo faculdade de produção cultural e ultimemmente venho pensando em ser maquiadora.. vou realmente terminar essa faculdade e procurar um bom curso de maquiagem quero ter essas 2 carreiras..

parabens pela mudança muito sucesso !!

Iza

Eu frequento seu blog porque é realmente mto bem feito mas nao sabia nada da sua história. E é engraçado porque eu também estou pensando em mudar de carreira e me identifiquei muito com seu post. Parabéns por ter tido a coragem de mudar, não é todo mundo que a tem,viu! Eu mesma estou a 2 anos pensando e buscando a mim mesma, numa longa reflexão sobre o que vou fazer da minha vida. Assim como vc, eu também tenho uma formação acadêmica e um trabalho e sinto tédio todos os dias, como se essa vida não fosse pra mim. Admiro vc ainda mais depois desse texto! Obrigada por compartilhar um pedacinho da sua história conosco :)

Thaís de Castro

Parabéns pela coragem de mudar. Achei teu texto de uma sensibilidade incrível. Talvez inspire muitas de nós que ainda não saímos da zona de conforto para fazer algo de que gostamos de verdade. :)Tudo de bom pra ti!

Unknown

Estou criando coragem para fazer o mesmo que você! Mas não tenho apoio de ninguém, fico tão triste, pois sei que devemos investir no que temos de melhor.

Parabéns!!

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