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Maquiagem Artística: máscara de Carnaval


Vocês sabem que Carnaval para mim é pretexto para fazer maquiagens artísticas e para brincar bastante com a criatividade. A última que fiz foi essa máscara diferente, pois não tem o formato tradicional. Não a fiz para ir a nenhum bloco ou festa em particular. Fiz como um exercício técnico e criativo mesmo. Fiz, fotografei e tirei. 


Uma coisa que muitos maquiadores não entendem é que para serem criativos não dependem simplesmente de um dom divino. Claro que para algumas pessoas é mais fácil trabalhar de forma criativa, mas o fato é que tudo que as pessoas chamam de dom é formado, de um lado, de habilidade e, de outro, de dedicação, de treino, de tentativa e erro, de persistência. Isso é o que torna possível que o talento se desenvolva em realizações fora do comum. Nenhum bom resultado vem sem esforço, mas hoje a maioria das pessoas acha que se tornarão excelentes profissionais num toque de mágica, naturalmente. Todo grande profissional trabalhou muito e conscientemente para chegar à excelência. Quem está de fora só vê os resultados e acha que é puro e simples talento. Eu não acredito nisso e me esforço, estudo e pratico diariamente para chegar onde almejo. 


Por tal motivo, sempre que posso faço exercícios que me desafiam, procuro fazer algo que nunca fiz, realizar uma ideia, por mais maluca e "inútil" que seja. Cada maquiagem que faço em mim ou em outra pessoa fora de trabalho, sem nenhuma razão, experimento coisas novas, avalio o que poderia sair melhor, que materiais poderia ou não ter usado, o que deveria ter feito diferente e o que saiu legal. Isso me ajuda demais a refletir sobre o que posso melhorar no meu trabalho e a evoluir. 

Na foto acima, mostro o croqui que fiz com a ideia original da máscara. Nas fotos abaixo, mostro como ela ficou na prática, no rosto que é superfície tridimensional. A ideia básica foi seguida, mas formato do olho teve que ser adaptado à anatomia do meu rosto. Acabei também acrescentando as pérolas, que fizeram toda diferença no resultado final.






Fiz essa maquiagem toda à mão livre, sem ajuda de nenhum tipo de gabarito ou instrumento para facilitar os traçados. Levei 4 horas para chegar ao final. Nas fotos pude avaliar os pontos que podem ser melhorados, pois nelas os defeitos sempre ressaltam (fica a dica). No geral achei bom o resultado e pensei que seria interessante compartilhar com vocês um pouco da minha forma de pensar e agir em relação ao meu trabalho.

Me desculpem a qualidade das fotos. Eu mesma tiro e não tenho uma máquina, nem técnica nem iluminação profissional. Tive que tirar todas sem flash, pois com ele esse tipo de maquiagem estoura, fica medonho. Então o foco mandou lembrança. A última foto então... é do Instagram, mas foi a que ficou melhor pegando a maquiagem de frente. Enfim, valeu a intenção de mostrar o resultado do meu exercício. Espero que tenham gostado! Bom Carnaval! 

COMO MONTAR UM KIT PROFISSIONAL DE MAQUIAGEM (ou um super kit pessoal)


Atendendo a pedidos de muitas leitoras que estão investindo agora para se tornarem maquiadores profissionais, e também dos meus alunos do curso profissional do Senac Minas, o post de hoje mostra uma lista básica de produtos para uma maleta profissional.

Não vou indicar marcas, apenas uma relação mínima de produtos com a qual é possível começar a atuar profissionalmente. Lembro que um bom maquiador não precisa ter todos os tons de base, pós, de batons... ele lança mão de misturas e de procedimentos de matização e de ruborização para alcançar o resultado esperado de cor e de efeito, mesmo com poucos materiais.   

Não é preciso montar de cara uma maleta enorme e com todos os lançamentos das marcas celebradas do mundo para se obter bons resultados. É possível trabalhar bem com um arsenal relativamente restrito de bons produtos e acrescentar novidades aos poucos, à medida que a atividade traz retorno. 

A minha própria experiência, de quem comprou produtos demais, somada a de outros profissionais, me mostrou que a tendência dos maquiadores é usarmos, na maioria das vezes, o mesmo conjunto de produtos básicos e, eventualmente, aqueles diferentes e especiais. 

Alerto também para o fato de que quando começamos a maquiar a tendência consumista é grande. Queremos ter todos os produtos das marcas famosas, nos impressionamos com todos os lançamentos. Depois de um tempo percebemos que o ritmo de lançamentos que as grandes marcas estabeleceram hoje no mercado é simplesmente absurdo e obedece meramente ao interesse econômico da indústria, através do incentivo constante ao consumo. 

Na prática, é impossível lançar reais novidades em termos de fórmula, de cor, de acabamento, de efeito e etc em tal ritmo e constância. Percebemos, enfim, que são lançadas novas coleções, novas e lindas embalagens, mas que os produtos em si não têm tantas variações, considerando o conjunto de todas as boas marcas.  

Portanto, sem desespero na montagem da maleta profissional! Vamos à lista!

Instrumental

1 placa de aço inox para coleta e mistura de bases, corretivos, batons
1 espátula de aço inox para coleta e mistura de bases, corretivos, batons
1 curvex
1 tesourinha de ponta reta
1 pinça
1 pincel de base língua de gato
1 picel de base flat top
1 pincel de corretivo/sombra cremosa
2 pincéis de batom
2 pincéis de cerdas naturais para sombras tamanho médio (padrão) 
1 pincel de cerdas naturais para esfumar
1 pincel de cerdas naturais para iluminação e sombreamento
1 pincel para sombras pequeno (para detalhes)
1 pincel chanfrado
1 pincel número 0 para delineação
1 pincel para pó
1 pincel para blush
1 escova para sobrancelhas
4 aplicadores de sombras de esponja cabo longo 
3 esponjas de espuma para base

Pré-maquiagem 

1 emulsão ou leite de limpeza facial - todos os tipos de pele
1 demaquilante bifásico
1 tônico hidratante - peles secas a normais
1 tônico adstringente - peles mistas a oleosas
1 gel hidratante facial - peles mistas a oleosas
1 creme hidratante facial - peles secas a normais
1 hidratante labial
1 primer facial

Cobertura e correção 

1 base cremosa ou líquida de cobertura média amarelada clara 
1 base cremosa ou líquida de cobertura média amarelada média
1 base cremosa ou líquida de cobertura média amarelada escura
1 base cremosa ou líquida de cobertura média rosada clara
1 base cremosa ou líquida de cobertura média rosada média
1 base cremosa ou líquida de cobertura média rosada escura
1 corretivo cremoso claro
1 corretivo cremoso médio
1 corretivo cremoso escuro
1 corretivo cremoso pele negra
1 corretivo cremoso amarelo
1 corretivo cremoso verde
1 corretivo cremoso coral  
1 corretivo cremoso laranja
1 corretivo cremoso vermelho
1 corretivo cremoso lilás

observação: para uso profissional não se recomenda bases muito fluídas de pouca cobertura. Recomenda-se uso da base cremosa, que algumas marcas chamam de líquida, com cobertura média ou alta, que possa ser manejada com diluição ou sobreposição de camadas para se atingir diferentes níveis de cobertura. Bases compactas ou em bastão, por terem textura mais visível, são recomendadas apenas em algumas situações, como para fotografia, eventos noturnos entre outros.

Fixação e acabamento

1 pó facial ou compacto translúcido
1 pó facial ou compacto amarelado médio
1 pó facial ou compacto rosado médio
1 pó facial ou compacto amarelado escuro
1 pó facial ou compacto rosado escuro

observação: o pó facial, solto, tende a ser mais fino que o compacto. Sendo assim, em geral, é indicado para ser usado na fixação da cobertura da pele, ou seja, no rosto todo para fixar a base. O compacto é mais indicado para retoques e pequenos acabamentos e sombreamentos, pois tem partículas maiores e tende a dar mais textura à pele quando aplicado em todo o rosto. Contudo, algumas marcas oferecem pós compactos finíssimos que podem ser usados na fixação da cobertura com ótimo resultado.

Olhos

1 primer para sombra
1 lápis cremoso preto
1 lápis cremoso marrom
1 lápis cremoso bege
1 delineador líquido ou gel preto
1 máscara para cílios preta
1 paleta de sombras tons neutros e básicos opacos, aveludados e cintilantes (preto, marrom, bege, rosê, bronze, dourado, prata, cobre, pérola, berinjela).
1 paleta de sombras coloridas opacas, aveludadas e cintilantes (opte por paletas com tons mais discretos, claros, médios e escuros, evitando as com cores muito vibrantes, que são pouco usadas). 

Sobrancelhas

1 Lápis para sobrancelhas acinzentado
1 Lápis para sobrancelhas marrom escuro
1 kit de sombras para sobrancelhas (pode sr substituído por sombras opacas em tons de bege e marrom)
1 máscara para cílios incolor

Face

1 blush rosa claro
1 blush pêssego ou coral
1 blush laranja
1 blush terra
1 pó bronzeador
1 pó iluminador dourado
1 pó iluminador prata/rosado

Lábios

1 lápis cor de boca
1 lápis vermelho
1 lápis vinho
1 batom cor de boca rosado
1 batom rosa claro
1 batom pêssego
1 batom bege claro
1 batom marrom
1 batom vermelho
1 batom vinho 
1 batom laranja ou coral intenso
1 batom pink
1 gloss incolor

observação: um maquiador com conhecimentos sólidos sobre cores poderia ter um kit com batons nos tons magenta (vermelho primário), azul, amarelo, branco e preto e obter todas as tonalidades a partir da mistura dessas cores. Na MAC Pro a linha LipMix oferece essas opções, podendo o magenta ser substituído pelo Fuchsia. Contudo, por uma questão de agilidade, as linhas profissionais oferecem vasta gama de cores prontas.

Outros

1 maleta
1 cola para cílios postiços
pares de cílios postiços de fios naturais (cabelo humano).
1 caixa de máscara descartável
1 caixa de cotonetes
1 caixa de lenços de papel
1 embalagem de discos de algodão
1 litro de álcool 70
1 higienizador de pincéis 

A partir da lista acima é possível começar o trabalho profissional.  Lembre-se ainda que mesmo as melhores marcas têm produtos excelentes e outros nem tão bons. Um kit de marcas variadas, trazendo o melhor de cada marca, provavelmente será superior a um kit de uma única marca. Lembre-se, por fim, que nem sempre preço alto é sinônimo de qualidade alta, embora em muitos casos seja. 

As mesmas dicas podem ser aproveitadas para se montar, aos poucos, um super kit pessoal de auto maquiagem, retirando opções de produtos que não se adaptem a seu tom de pele, tanto em bases, pós, blushes e corretivos quanto em sombras e batons. Aqui tem uma lista bem mais modesta para quem estes começando a usar maquiagem e não tem objetivos profissionais. 

POR QUE MAQUIADORA?


Croqui de maquiagem desenhado por mim.

Há muito tempo estou devendo a várias leitoras contar como migrei da área acadêmica para a da maquiagem, e resolvi contar, resumidamente, como foi esse processo. Bem, para quem não sabe, eu sou graduada em Ciências Sociais e tenho mestrado em Sociologia e Antropologia. Durante muitos anos, praticamente uma década, fui professora universitária, mas tomei a decisão profissional mais difícil da minha vida e mudei radicalmente de área.

De onde veio essa mudança? Falando assim, as pessoas podem achar que veio do nada. Eu mesma levei um tempo para perceber que não se tratou de um acaso, de uma transformação abrupta dos meus gostos, desejos e projetos. Revendo minha história, percebi que a alteração da minha trajetória foi, na verdade, não um novo caminho, mas a retomada, o reencontro comigo mesma.

A intenção deste post não é fazer uma versão poética da minha vida, mas dividir com vocês algo que aconteceu comigo e que é, com certeza, um processo humano, mais do que meu. Para vocês entenderam, vou fazer um resumo da minha vida no que diz respeito à vida profissional e ao que sonhei, desde criança, em ser.

Desde que me entendo por gente, eu amo arte, de todos os tipos. Na minha casa, sempre houve muita música e o que eu mais gostava de fazer era desenhar. Meu presente de Natal preferido era uma caixa enorme de lápis de cor e muito papel. Eu desenhava "modelitos" (pensem em anos 80) e montava "revistas femininas" com eles. 

A partir de uma boneca que era, ao mesmo tempo, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau e Vovó (do outro lado da saia e da touca), inventei uma personagem que se chamava Step. Ela era uma loba, modelo internacional, e era sempre a estrela das minhas "revistas". Eu também desenhava bonecas de papel e suas roupas, além das minhas personagens favoritas, como Jessica Rabbit e Garfield. Queria ser desenhista.

Cresci desenhando e pintando razoavelmente bem para a idade, mas sem técnica nenhuma. Apesar de minha mãe ser artista plástica e me ensinar vários conceitos, como o de perspectiva, não tive uma educação formal nas técnicas da arte. Me lembro de estar em Cabo Frio ou em Búzios, quando criança, na praia com a minha mãe desenhando os barquinhos que estavam ancorados próximo da praia, barquinhos de pescadores. Ela me ensinava que de acordo com o ponto de vista, a visão do barco mudava, me ensinava a colocar profundidade no desenho.

Tive vários momentos gostosos da minha vida ligados ao desenho, à arte, às cores. Pintava telas, desenhava, esculpia em argila, pintava e lixava madeira, fazia enfeites de Natal e vestidos para as bonecas. Não tive paciência para o bordado e para o tricô, fiz muito artesanato. Li muitos livros de arte, vi muitos filmes interessantes e inteligentes e já gostava de Ella Fitzgerald aos quinze anos. Não quero dizer com isso que sou superior e blablablá whiskas sachê, apenas que vivia num ambiente que propiciava um contato com todas as formas de arte e que possibilitava esse gosto musical tão peculiar e "maduro"para uma adolescente. 

Nesta mesma época, meu irmão do meio tocava violoncelo e nas férias era comum a família (no caso, eu, minha mãe, meus irmãos e muitos amigos queridos) fazer pinturas nas paredes da casa pela madrugada, sob a luz azul dos holofotes da piscina (rs). As festas eram muito boas e íntimas, de verdadeiros amigos, de muita alegria e papos interessantes. Nada disso foi vivido de maneira pretensiosa, mas de forma natural.

Nesta idade, já dançava há anos ballet clássico e queria ser a melhor bailarina do mundo. Cultivei a paixão pela dança (e ainda amo tanto), dançava muito, lia todos os livros que encontrava e via todos os filmes e espetáculos que pudia. Pedia livros sobre ballet, sapatilhas e vídeos. Os livros era importados e caros, às vezes franceses, americanos, ingleses ou russos. Passava horas vendo esses livros, mesmo quando não entendia nada de seus textos, os filmes, admirando as bailarinas russas e sonhando. E muitas horas ensaiando.

Resolvi fazer faculdade, mesmo querendo ser bailarina, para "garantir" minha sobrevivência no futuro, já que vida de bailarina no Brasil não é fácil. Sem querer fui me envolvendo muito com o curso de ciências sociais, com o mundo acadêmico, com pesquisa e então, aos 18 ou 19 anos parei de dançar. Com 21 anos, estava fazendo mestrado e logo em seguida dei minhas primeiras aulas. Dei aula de Sociologia e de Antropologia em cursos como Direito, Contabilidade, Administração, Turismo, Serviço Social, Comércio Exterior, Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Psicologia, Ciências Biológicas, Farmácia e Nutrição. Talvez tenha me esquecido de algum. Foram longos anos como professora.

Assim como em relação à dança, comecei a sentir que deveria seguir adiante. Uma proposta não realizada de mudança de cidade me motivou a pedir demissão da faculdade onde trabalhava, mas no fundo eu já me preparava para deixar a profissão. Estava entediada de dar sempre as mesmas disciplinas, de criar formas de falar a mesma coisa mil vezes, muitas vezes para pessoas desinteressadas, muitas outras para pessoas fantásticas e comprometidas, que adoravam aprender. Esses momentos de construção coletiva do conhecimento na sala de aula eram muito bons, mas a rotina era maçante.

Provas a elaborar, a corrigir, trabalhos para ler, aulas para preparar, reuniões, leituras infinitas e quase nada de vida social. Pesquisa eu também não fazia mais, pois meu interesse pela vida acadêmica e sua tradicional soberba, seu tradicional machismo, sua competição desleal, seus jogos políticos, seus discursos de belos conceitos vazios e cheios de hipocrisia era cada vez menor. 

Pessoas falavam em cidadania nas aulas e eram incapazes de manter o espaço de convivência e de trabalho da faculdade limpo. Praticamente não havia alma que jogasse no devido lugar sua guimba de cigarro e seu copo de café. Isto já me impressionava na graduação - a cantina da Fafich, os banheiros, era tudo bem sujo.    
  
Enfim, os problemas dos últimos anos de docência eram diferentes dos do tempo de graduação. Contudo, nos dois momentos eu sentia tédio, apesar de amar ler, dar aula e estudar. Eu simplesmente não estava feliz e não vibrava mais. A maquiagem ganhou nova dimensão na minha vida como uma alternativa, já que desde a infância ela fazia parte da minha vida. Minha mãe se maquiava lindamente, num ritual, todos os dias. Eu observava e brincava com seus produtos antigos, que ganhava, e quando adolescente começava a me maquiar, hábito que nunca deixei de ter.

Tentei por muito tempo uma vaga no curso de Maquiador do SENAC de BH, que é concorridíssimo e, quando consegui (uma vaga que foi reaberta por desistência, minutos antes do meu contato), resolvi conciliar as aulas como na faculdade e as do curso de capacitação. Passava 14 hs entre as duas e ainda tive que me mudar de casa durante o curso no seu momento final, com portfolio e outros trabalhos a fazer, levando modelos todos os dias, corrigindo pilhas de provas... foi um sufoco que durou dois meses, mas valeu muito a pena.

Aos poucos fui pegando trabalhos diferentes, me familiarizando com a profissão, desenvolvendo a técnica que aprendi no curso. Me tornei maquiadora, autônoma, e voltei a ser professora. Ou melhor, instrutora do mesmo curso de Maquiador que me formou. Continuo trabalhando com minha clientela, dando meus cursos particulares, escrevendo o blog, mas agora também ensinando essa profissão e esse ofício maravilhosos, no qual, mais uma vez, estou envolvida por inteiro.

Fui bastante questionada e criticada por querer trocar uma profissão estabelecida por outra, pela incerteza, mas me firmei até conseguir mudar o que eu queria, tomar as rédeas da minha vida. Estou construindo uma nova carreira, aprendendo cada vez mais coisas interessantes -  e como tem coisa para aprender! É só começo, mas já é o suficiente para dizer que estou feliz, à vontade de novo entre pincéis, cores, arte, estudo. Só que a nova tela ou o novo papel para minhas cores é o rosto humano.

Minha vida é outra hoje, sou muito diferente do que já fui e, ao mesmo tempo, sou a mesma em alguns aspectos. Estou no processo da vida, buscando a felicidade, como todo mundo. Faço o melhor que posso e me sinto uma aprendiz. Estou investindo, trabalhando e estudando muito e, apor isso, às vezes dou uma sumida daqui do blog.

Está aí minha pequena história de mudança profissional que mostra que no meu caso nada foi por acaso, foi fruto de uma trajetória, da influência da minha família, da minha mãe, e até do meu pai, que mesmo sendo uma pessoa mais prática, adora trabalhos manuais. Tudo que fiz, aprendi e vivi foi importante para o que sou e faço agora.

O objetivo deste post é contar para tantas pessoas que me pediram como me tornei maquiadora. Apresentei o lado subjetivo da experiência, pois acredito que ele é mais importante que os aspectos objetivos e práticos, que são basicamente os mesmos que todos que resolvem mudar de profissão vivenciam: mudança inicial de renda, de rotina, ter que conquistar novamente um espaço no mercado de trabalho partindo do zero, da total incerteza, conviver com falta de grana, estudar de novo, a readaptação de toda a vida. Estou colhendo bons frutos e pretendo colher muito mais. 

Pretendo mostrar que um blog não conta tudo. Quando falo de produtos caros (ou baratos), do universo da maquiagem, que muita gente diz que é fútil, posso passar por uma "blogueira consumista e alienada". Quem me conhece sabe que não sou isso. Tenho uma história (que, claro, tem tantos outros aspectos) que faz sentido, que tem um significado para mim e que é minha. Não sou blogueira profissional, sou uma maquiadora e uma pessoa multi-dimensional como você. E sou alguém que acredita nos recomeços, na vontade, e na beleza. Consumo por necessidade profissional hoje, por pesquisa, e também por paixão.

Durante toda a história humana, a beleza foi alvo de reflexão, de admiração, de obsessão e mesmo de rejeição. Para mim, sempre foi um imperativo criar e expressar beleza em cores e formas. Na época de faculdade e de professora universitária, continuei desenhando (pouco) e comecei a fazer origami, quilling, scarpbooking e vários outros trabalhos manuais que me permitissem dar vazão ao meu desejo de criar com as mãos.

Sabe aquele papo de "ouça seu coração"? É clichê, mas é verdade. Foi isso que eu fiz. E para isso contei com a ajuda e o apoio de várias pessoas também.  Dos modelitos da infância passei aos croquis de hoje, dos pincéis, das tintas e dos lápis de cor (que continuo usando), passei para pincéis mais macios e para os cosméticos, pós mágicos que despertam o interesse de mulheres e homens há milhares de anos. Sou muito feliz porque hoje me sinto eu mesma e porque sei que meu trabalho também ajuda muitas mulheres a fazerem as pazes com a própria imagem, a expressarem na aparência o que elas são por dentro, a sua personalidade e a sua identidade. Me sinto no lugar certo, na hora certa, pelo motivo certo. 

Espero ter sanado a curiosidade de vocês e que minha história tenha sido, de alguma forma, interessante  para vocês!

VIDA DE MAQUIADORA: PUBLICIDADE

Sempre que posso, mostro para vocês um pouco dos bastidores do trabalho de maquiadora e suas possibilidades. Maquiagem social, noivas, para fotos (books, convites, ensaios), cursos, TV (publicidade, programas entre outros)... há hoje muitos tipos de trabalho para o maquiador.   

Como maquiadora que trabalha de forma autônoma, tenho curtido fazer trabalhos bem diferentes uns dos outros, pois cada um me ajuda a desenvolver habilidades específicas, buscar conhecimentos novos (et bilu feelings). 

Muitas vezes, a especialização em apenas um tipo de maquiagem (exemplo: noivas ou artística ou tv) é o caminho natural de uma carreira. O profissional opta por um segmento porque ali encontra exatamente o que quer, o que gosta, ou porque descobre ali um filão rentável.

Eu escolhi não me engessar num só segmento, porque odeio rotina, gosto de ter sempre novos desafios e adoro trabalhar com técnicas e objetivos diferentes. É isso que minha personalidade inquieta pede. Por enquanto. 

Atualmente, além da maquiagem social, para noivas e dos cursos de maquiagem, estou envolvida no trabalho de produção de campanhas e peças publicitárias para a TV e internet. Ontem, por exemplo, gravamos um comercial com o cantor Sérgio Reis e com o ator Maurício Canguçu.

Eu e Sérgio Reis

Este tipo de trabalho exige muita paciência, pois costuma demorar muitas horas, um dia todo às vezes. O cachê varia de produção para produção e o maquiador precisa ter um conhecimento técnico específico (nada de outro planeta), entender o que o cliente deseja e de um bom material à disposição. Contar com imprevistos também é bom, saber solucioná-los rapidamente melhor ainda.

Eu e Maurício Canguçu

Como uma gravação pode demorar muito, por mais simples que seja a maquiagem, ela precisará de retoques constantes, como matificar a pele que brilha e transpira mais sob as luzes fortes do studio.

 Ação: Sérgio Reis e Maurício Canguçu

Bem, hoje estou juntando os cacos (meus) da produção de ontem que foi bem cansativa (mas ótima) e me preparando para a de amanhã, que prossegue até quarta que vem. Abaixo, o ator Cristiano Junqueira passando o texto numa gravação de peça que faz parte de uma campanha publicitária. 


E o resultado, o primeiro vídeo, ficou assim:



As últimas duas fotos estão ruins porque são do Instagram. Espero que vocês tenham curtido o post! Assim que possível faço outro da tag "vida de maquiadora", quando eu puder registrar o trabalho e mostrar para vocês (na maioria das vezes maquiagem social eu não consigo mostrar porque a cliente não quer aparecer).  BJK

MAQUIAGEM: CAVEIRA MEXICANA 2



Todo mundo que me conhece sabe que adoro caveiras, especialmente as mexicanas. Fiz para o blog uma maquiagem de caveira para o Carnaval (aqui) e gostei tanto que fiz outras para ir a blocos e participar da festa. Na primeira, usei muita pintura facial e glitter, na segunda e na terceira mesclei esses elementos com lantejoulas e paetês. Minha fantasia não foi no corpo, mas no rosto!

Gosto muito de maquiagem artística e depois da máscara de carnaval (aqui) me animei a testar várias combinações e a treinar a mão neste tipo de trabalho. Afinal, em maquiagem não adianta conhecer a técnica e não se engajar na prática.

Ainda estou buscando um resultado perfeito, mas gostei desta maquiagem e resolvi compartilhar com vocês. Infelizmente, minha câmera e minhas habilidades como "fotógrafa" não me permitem captar todos os aspectos da maquiagem, o brilho dos paetês holográficos... Pessoalmente ela estava bem mais interessante.

Lembro que todas as caveiras que eu fiz são inspiradas no trabalho da artista plástica Sylvia Ji (aqui), assim como fizeram várias outras maquiadoras, cada uma com sua versão.

Muitas horas de trabalho e o resultado foi este:









E a foto de perfil!
Detalhe do brilho dos paetês, que aparecem melhor em fotos desfocadas...


Abaixo, detalhe do cabelo que usei na segunda caveira, a do bloco de Carnaval:


A festa já acabou, o ano já começou, mas resolvi compartilhar com vocês as maquiagens. Me desculpem colocar tantas fotos, mas é que cada uma revela um brilho ou uma nuance diferentes, de acordo com a luz ou flash com que foram tiradas. Bem, nem todo mundo curte caveiras, mas espero que vocês tenham gostado do trabalho! Gostaria de ouvir opiniões! Bj

LANÇAMENTO DO LIVRO MAQUIAGEM COMO PROFISSÃO POR CRIS PIRONI


Pessoal, chegou um dia muito especial e de muito orgulho para nós do Instituto Krizek: o lançamento do livro Maquiagem como Profissão do meu amigo e mentor Alexandre Krizek, proprietário e diretor do Instituto.

Sobre o Instituto Krizek, nem preciso falar muito. Como vocês que me acompanham e como quem conhece a área de beleza e suas instituições de formação bem sabem, o Instituto é, hoje, um dos mais modernos e respeitados centro de estudos na área de beleza no Brasil, além de recebermos muitos alunos de outros países.

O livro Maquiagem como Profissão é MUITO importante. Temos livros bem legais sobre como fazer uma make, sobre looks, mas este livro é completamente diferente. Ele trata de questões que que quem é maquiador ou quer se tornar sempre se faz: como é o mercado de trabalho? Como posso atuar? Sabe aquela coisa: “Ok, terminei meu curso, e agora???” ou ainda “Quero ser maquiador(a), como é na prática essa carreira?”. O livro também traz capítulos sobre produtos e a parte técnica de maquiagem.

Enfim, é um livro que todos nós maquiadores, experientes ou não, devemos ter em nossa biblioteca.

E este post é pra contar pra vocês um pouco sobre esse livro e também pra convidar todos vocês para o lançamento do livro que acontecerá nesta quinta feira, dia 2 de fevereiro de 2012 às 19h na Livraria da Vila que fica na Alameda Lorena, 1731, nos Jardins, em São Paulo.

Venham comemorar conosco e dar um abraço no Alê e em mim, vamos adorar! =)
Para saber mais sobre o livro, clique aqui: Maquiagem como Profissão.



CUPCAKE STUDIO: MAKE UP COM MAÍRA LABANCA

A cantora Maíra Labanca esteve na Cupcake para conferir o trabalho de consultoria de imagem e personal shopper feito pelo stylist Thiago Leão em conjunto comigo, que oriento a cliente em relação ao melhor tipo de make para seu biotipo, estilo e para cada ocasião, num curso de auto-maquiagem individual. A cliente sai da Cupcake sabendo o que lhe cai bem e quais makes a favorecem, além de ser orientada nas compras e aprender técnicas de maquiagem.

Convidamos a Maíra para fazer, ao final da tarde, um ensaio com as produções e as makes que definimos em conjunto. A Maíra é alegre, espontânea e extrovertida, então a sessão de fotos foi muito divertida! Vejam o resultado...













E um pouquinho dos bastidores, do processo. Durante a sessão de fotos, o Thiago e eu dando ajustes finais na roupa e na make. 

Maíra concentrada na maquiagem.


Eu maquiando a Maíra para as fotos.
Fotos Gabi Mallaco
Stylist Thiago Leão
Beleza Karen Lommez
Modelo Maíra Labanca
Gostaram? Para ver mais fotos ou saber mais sobre o serviço, clique aqui. bj